Feeds:
Posts
Comentários

Etc..

     Estou tricotando sem parar desde novembro.  A besta aqui aceitou uma encomenda pra tricotar uma peça pra um catálogo na vã ilusão de que iria comprar os presentes de natal pra família.
     A encomenda não é uma peça que eu normalmente escolheria pra tricotar, mas, pagando bem, que mal tem, certo?  Tinha uns (muitos) erros na receita e outros detalhes que não me apetecem, mas eu tinha tempo de sobra pra tricotar a bendita.
     O que eu não sabia, e só fui informada na última hora, era que a sogra decretou que todos os presentes tinham que ser feitos por nós, já que ela está dura. >:(
     (Eu não tenho problema com idéias de última hora e geralmente consigo me virar bem, mas vamos combinar que avisar meia hora antes e depois amarrar bico pq eu estou menos de meia hora atrasada é um pouco demais, né?)
     Voltando ao causo.  Eu larguei a encomenda (afinal tinha mais de um mês pra terminar) e toca tricotar.  Eu já postei sobre todos os projetos de natal, mas ficou faltando falar sobre o casaco que fiz pra mim.

P.S.:  a encomenda?  Finalmente acabei, mas tá atrasada…

  Vamos ao que interessa, Heroine – um casaco feltrado.  Qndo publicaram a receita eu fiquei encantada com a gola, mas feltrado?!  Sei não.  Vai que a feltragem não dá certo.  Vixe!  Precisa de quantos novelos?  É muita lã, fica caro, vai levar a vida toda pra tricotar…
     Passada a fase de negação, resolvi que ainda gostava do casaco e queria fazer um pra mim.  Comprei a receita e as lãs no mesmo dia.  Enquanto esperava a entrega dos novelos, li e reli a receita, fiz alguns cálculos, anotei as modificações que queria fazer e esperei.
     Uma semana depois, recebi a lã e tricotei e feltrei a amostra.  Próximo passo, tingir a lã.  Dois dias depois comecei a tricotar.
     Apesar de a receita usar uma quantidade imensa de novelos, o casaco vai rápido pq é tricotado com agulhas grandes.
     Tricotar esse casaco foi uma experiência muito interessante que pretendo repetir (estou fiando uns novelos pra fazer isso desde o ano passado).  Gente o treim é punk.  Conforme eu fui tricotando o medo de que o casaco ia ficar enorme foi crescendo.  Várias vezes pensei em desmanchar, mas sabia que se não terminasse eu ficaria na dúvida pra sempre.
     Tive que parar qndo tinha tricotado metade de uma manga, com a outra ainda por fazer e o resto do corpo.  Uma das lãs que eu estava usando acabou.  Mesmo com entrega rápida, não pude continuar pq tinha que tricotar os presentes de natal.
     Passado o furacão de presentes, voltei ao casaco e daí pra frente foi bem rápido.  Qndo terminei de tricotar o bicho era tão grande que não servia nem pro bonitinho…Com pernas bambas, coloquei o casaco dentro da máquina e resolvi que se desse errado, os gatos iriam ganhar uma cama super especial.IMG_1188     Qndo retirei o casaco da máquina, fiquei surpresa em ver que tinha dado certo – fora o fato que ficou mais curto do que eu queria.  O tecido formado pela feltragem protege bem do frio e do vento, sem ser muito volumoso (como os outros casacos de inverno que eu tenho).  Acredito que um dos motivos que causaram as lãs a feltrarem tão bem é o fato que as agulhas são grossas – criando mais espaço pros fios esfregarem.
     O casaco é tricotado em ponto meia e encolheu uma barbaridade, principalmente no comprimento (pra vc ter uma idéia, antes de feltrar a barra estava no meio da minha perna;  depois, logo abaixo do quadril).

     Chovê que mais…Ah!  Qndo terminei de tricotar Luiza, resolvi blocar sobre uma caixa de papelão, pq o espaço no chão está pequeno e a gente estava usando a mesa na copa pra embrulhar os presentes.  Adorei a idéia pq não preciso mais ficar engatinhando ao redor da peça pra colocar alfinetes e posso mover a caixa com a peça alfinetada.
IMG_1190     Mesmo tendo que embrulhar o xale ao redor da caixa, não ficam marcas depois que a peça está seca.  Não preciso mais ficar empurrando gatos pra fora da área de blocagem, nada de chamar atenção pq eles resolveram brincar com os alfinetes e/ou andar sobre a peça sendo blocada e os joelhos e costas agradecem. :)

     Pra terminar, uma foto do novelo que eu comprei (da Fleegle), pq depois de tricotar tanta coisa em tão pouco tempo eu merecia um presentinho.
IMG_1194     E agora, me dê licensa que eu vou tricotar alguma coisa de bom gosto, com uma receita decente e que faça sentido, que estimule meus neurônios.

Pra fechar o ano

   IMG_1162
      Conversando com a mãe de uma amiga há alguns anos atrás, eu cheguei a conclusão que o melhor jeito de se planejar o natal é começar a fazer/comprar os presentes em agosto.  Desse modo, não tem correria de última hora e dá pra aproveitar as várias liquidações durante o ano pra comprar os presentes mais caros.
     Esse ano não segui meu próprio conselho e me vi tricotando feito louca dezembro afora.  Terminei o último presente depois da meia-noite do dia 24.  Por sorte eles (os presentes) só foram entregues no sábado.
     Alguns dos trabalhos eu já mostrei aqui, agora vai a segunda (e última) leva.
IMG_1140     Uma touca simples pro cunhado.  Eu comprei a lã pelo site Little Knits.  O preço era ótimo, a cor, meia boca.  Na verdade, eu comprei a lã pra fazer o casaco Heroine, mas essa estória fica pra outro post.  Um dos novelos que eu tingi ficou muito escuro e eu acabei usando pra fazer a touca acima.
     Tem receita não, basiquinha até não poder mais.  Montar 8 ptos em agulha circular e tricotar em barra 1/1, aumentando a cada 2 carr, 8 pts até obter a circunferência necessária.  Daí pra frente, é só tricotar até cansar.
IMG_1158     Este “colete” (que deveria ser um casaco >:/ ) se chama Fireside Sweater (vc precisa ter uma conta no Ravelry pra ver).
     A lã (100% acrílico) eu comprei numa liquidação e conforme eu fui tricotando, percebi que mesmo sendo um novelão com mais de 400g, não ia ser suficiente pra fazer um casaco.  Acabei optando por um colete pq:
1. eu duvido que conseguiria terminar em tempo pro natal,
2. a bateria do carro arriou e qndo finalmente conseguimos fazer o carro pegar, as ruas estavam congeladas e escorregadias.  Não acho que valeria a pena arriscar um acidente por causa das mangas.
     Eu usei a mesma lã pra tricotar o casaco do sobrinho (post anterior), tricotei, costurei, lavei e sequei sem problemas.  Mas o colete…depois de seco ficou flácido, esquisito.  O casaco é lindo, a receita é bem escrita, merecia um produto final à altura, por isso comecei outro usando lã de verdade.
     O lado bom da estória é que a presenteada adorou.  Ela me disse que tinha passado o dia anterior procurando uma peça exatamente como a que eu tricotei pra usar com o casaco “David Bowie”* que ela achou num brechó.
*Nome que ela (adolescente) deu pro casaco.  Aparentemente os pais dela a introduziram a David Bowie e agora ela está apaixonada…

     Por último, eu criei um novo xale pra dar de presente pra cunhada.  Eu tinha 4 dias pra inventar alguma coisa pra ela. 
     Há um tempo atrás eu comprei um rolo de lã pra meias, pra poder tingir.  Separei em novelos, tingi um (que já vendeu) e minha segunda tentativa não deu certo.  Saiu uma cor estranha – rosa choque com verde, e eu tingi novamente, pq, vamos combinar, rosa choque com verde nào dá.  Não gostei do resultado e joguei na minha caixa de fios na esperança de que um dia eu acharia uma solução.
     Com a chegada do natal (e a falta de tempo), cheguei a conclusão que a cunhada gosta da cor que eu obtive.  Tirei o novelo da caixa…e o que fazer dele?  A primeira idéia foi meias, mas sinceramente, não sou tão rápida assim.  Nem a pau ia conseguir terminar um par de meias em 4 dias.
     Pensei então em tricotar um Gail pra ela, já que ela tinha visto o meu e feito elogios.  Fazer outro Gail?!  Tá bom que tem um monte de gente que fez vários – eu conheço uma que fez sete (!) até o momento, mas tricotar a mesma coisa mais de uma vez não faz meu gênero.  Eu encaro as peças que faço como desafios, obstáculos a serem superados.  Eu começo, resolvo os problemas, acho as soluções e sigo em frente, sem olhar pra trás.
     No processo de juntar agulhas e lã, peguei tb uns livros com pontos e 4 dias depois eu tinha isso aqui:
IMG_1167     Apresentando, Luiza.  O nome é uma homenagem a minha irmã.  Gostei tanto do resultado que até a cor começou a parecer atraente aos meus olhos.
     A modelo é a sobrinha, e se vc prestar atenção, ela está usando o colete que ganhou de natal.

     As fotos no início e final deste post são do meu gato, olhando a neve, desanimado e tentando encontrar um meio de sair sem ter que enfrentar aquela coisa branca, fria e molhada.  Pena que não consegui capturar a cara de desapontamento dele.IMG_1163

Atividades Natalinas

     Faz um tempão desde meu último post.  Não tenho nenhuma desculpa, apenas que estava fazendo outras coisas…

     Ainda estou tricotando um xale novo, mas a receita do dito cujo não sai tão cedo.  Não sei o que me desanima mais, fazer os gráficos ou escrever o texto.

     Não tenho tingido ou fiado quase nada, provavelmente por causa do tempo frio (eita desculpa esfarrapada!).  Pra compensar, ando fazendo algumas outras coisas, já que ficar com as mãos abanando não é meu estilo.

     Aproveitei a falta de T com rendas, tingimento e fiação ( e a proximidade do Natal) pra fazer algumas coisas rápidas e que estavam na minha lista há muito tempo:

BPT

:  receita grátis da Knitty (por falar nisso a edição de inverno já está online!).  Eu comecei (e nunca terminei) um há quase dois anos atrás.  Eu geralmente sei porque meus projetos empacam, mas esse…Eu gosto do modelo, é fácil de tricotar, tem cordas…mas por algum motivo, o primeiro nunca foi terminado.  Era uma questão de honra fazer um completo:BPT  Esta foto é das costas, pra mostrar as cordas e a adaptação que eu fiz no capuz.

     A primeira coisa que eu mudei foi o desenho das cordas – acho as da receita original muito sem graça.  Como o número de pontos usados é o mesmo, não precisei fazer contas. ;)
     Resolvi fazer um extra aumento na cintura, pq meu corpo tem o padrão brasileiro (quadril largo) e eu achei que se fizesse como indicado na receita, a blusa iria ficar subindo o tempo todo.
     Minha última modificação foi no capuz.  Eu queria as cordas em toda a extensão.  Pra obter esse resultado, tricotei o capuz como um calcanhar gigante.
     Costurar o ziper foi uma aventura, já que nunca tinha feito isso antes.  Pra facilitar minha vida e o tricot não esticar, coloquei uma folha de papel entre o pé da máquina de costura e a peça.

Urban Necessity Mittens:

Outra receita grátis, esta do site MagKnits (que não existe mais :( ). A receita ainda está disponível através do site da designer - aqui.Joel's fliptop mittens  Pra variar, eu modifiquei a receita um pouco.  Ao invés de tricotar os dedos separadamente, fiz uma barra.  Não tricotei as cordas que enfeitam as costas e mudei completamente a maneira em que as diminuições são feitas para a “tampa” das luvas.
     Ano passado fiz um par de luvas semelhantes a este pra dar de presente pro sogro.  O bonitinho gostou, me pediu um par e eu finalmente fiz.  As luvas são rápidas pra fazer, levei mais ou menos dois dias.

Tomten Jacket:

Este casaco é um presente pro sobrinho do bonitinho.  Fiquei muito orgulhosa dele.  Eu fiz um monte de modificações.  Toda vez que eu leio um livro da Elizabeth Zimmerman, fico com a impressão que cada projeto é um desafio:
“Olha só que idéia bacana.  Se vc modelar assim e assado, vai terminar com essa forma.  Agora que eu plantei (mais uma) idéia subversiva na sua cabeça, vá pegar agullhas e linhas e crie em cima da idéia (genérica) que eu estou partilhando com vc.”
     Acho que um dos motivos que ela é tão vaga nas receitas dela é exatamente pra dar espaço para a criatividade de cada um.  Pois bem, após mais de um ano namorando essa jaqueta, aceitei o desafio.  Trouxe pra sala os livros Knitting Workshop (Elizabeth Zimmerman, um dos vários livros dela que contém a receita pra essa jaqueta), Knitting from the Top (Barbara Walker) e Viking Patterns for Knitting (Elsebeth Lavold) e mandei ver nas agulhas.Cabled Tomten Jacket     Pra começar, o original é tricotado em cordões de tricot.  Eu prefiro ponto meia.  A receita original não tem bolsos, mas eu resolvi adiciona-los.  Usei cordas que achei no livro de Elsebeth Lavold na borda.
     A próxima alteração foi feita nos ombros e mangas.  Usando outro desenho de cordas eu tricotei os ombros.  A seguir, usando instruções de Barbara Walker, tricotei as mangas de cima pra baixo (ombros pros pulsos).  Adorei!  Daqui pra frente só faço mangas assim.Cabled Tomten Jacket     Os botões são uma estória dentro da estória, mas vale a pena ser contada.  Eu fui na única loja de aviamentos da cidade, procurando por um ziper pra BPT (eles não tinham) e botões pra um casaco feltrado que estou fazendo (tb não tinham os que eu gostei em quantidade suficiente…).  Nessa loja eu achei uns botões pra usar na Tomten.  Como eu ainda precisava de material, fomos a uma loja de artesanato em geral, onde eu encontrei não apenas o ziper perfeito, como os botões pro casaco.  Achei tb ums botões lindos, mas eles só tinha 5.  Resolvi comprar assim mesmo.
     Na hora de pregar os botões na Tomten, resolvi usar os 5 botões e ficou perfeito!  Como eu não queria cobrir o desenho das cordas na borda, fiz uma carreira de correntinha em crochet pra usar como casas para os botões.
     A última modificação que eu fiz foi adicionar a borda de cordas ao redor da jaqueta e nas mangas:Cabled Tomten Jacket     Mais uma vez, usei o livro de Elsebeth Lavold.  Como a lã que eu tinha não era suficiente, usei uma outra cor para as bordas.  No total usei quase um quilo de lã.
     Apesar do tamanho e da quantidade de lã, a peça é rapida, já que as agulhas usadas são 6.0mm.
 
     Faltou mostrar a touca que eu tricotei pro cunhado (esqueci de fotografar :P ) – simples e rapidinha.  Agora preciso bolar alguma coisa pra sobrinha do bonitinho, co-cunhada e o sogro.  Eu falei que ia tricotar meias pra todo mundo, mas sei não…Acho que só o sogro vai ganhar meias.

     Um dos motivos que me levaram a fazer as meias toe-up (as do último post) foi pra testar este arremate:

     O problema foi que eu tinha tanta coisa pra falar (várias das quais eu esqueci), que acabei deixando o vídeo acima de fora. :P

Simples

Originally uploaded by mawelucky
 
 
 
 
 

 

     Ano passado, logo depois que eu comprei minha primeira roca, uma grande amiga me mandou um pacote cheio de fibras pra eu testar. :D

     A maioria das fibras está guardada, esperando que eu melhore pra poder fia-las. A da foto aí do lado, não deu pra esperar. Merino e seda (que delícia!), na cor preferida do bonitinho.

     Esta fibra foi uma das poucas, até hoje, que eu sabia o que iria vir a ser depois de fiada.  O bonitinho queria meias, já que as que eu tinha tricotado pra ele antes (quer dizer o par que ele usou) furaram.
     Eu fie a fibra ano passado e coloquei na minha caixa de lãs pessoais (as que eu não vendo).  Os dois novelos que obtive ficam lá, guardados, esperando eu voltar a tricotar meias.
    
     A oportunidade(e vontade) pra finalmente tricotar as meias surgiu qndo estavamos planejando a viagem ao Brasil.  Eu queria levar um projeto portátil, que não ocupasse muito espaço, fácil de memorizar.  Eu queria tb mostrar os fios que estava fazendo pra algumas pessoas, então juntei a fome com a vontade de comer, escolhi um padrão de cordas bacana e montei os pontos antes de viajar.
     Na semana que passamos lá, apesar do pouco tempo que tive pra tricotar, consegui fazer o pé, calcanhar e metade da perna de uma meia.
     Depois de colocar as coisas em ordem na casa, resolvi trabalhar na meia novamente, já que o tempo está esfriando por aqui…  Pedi pro bonitinho provar a meia e a bendita estava muito apertada.
     Depois de vários ajustes, com a paciência acabando, resolvi fazer um par de meias simples:IMG_1055
     Aproveitei que as meias eram simples pra treinar algumas técnicas. Montei 20 ptos nas agulhas circulares, pois eu queria treinar magic loop, já que eu prefiro fazer meias do cano pra baixo em jogo de agulhas de duas pontas.  Fui aumentando 4 ptos (1m,aum,tricota até ter o penúltimo pto,aum,1m) a cada duas carreiras, até ter 72 ptos no total (36 em cada lado da agulha circular).
     Daí pra frente, tricotei em barra 2/2 na frente e em meia atrás até obter o comprimento que eu queria – uma dica da Fleegle, pra saber qndo começar a fazer o calcanhar, meça a distância entre a ponta do dedo indicador e a base do polegar.  (mais dicas aqui, em inglês)
     O calcanhar foi feito em short row, e mais uma vez aproveitei a sabedoria infinita da Fleegle pra obter um calcanhar sem furinhos.  Mesmo sem saber inglês, dá pra entender já que o post é super bem ilustrado. (se mesmo assim vc precisar de uma tradução, use o Google).IMG_1056     Conforme eu fui tricotando estas meias, fui percebendo que tem um monte de detalhes que poderiam ser feitos diferentemente.  Pretendo revisar essa receita básica, adicionar alguns detalhes e fazer outro par, mais ao gosto do bonitinho.

     Esta minha volta às meias está sendo um processo de auto-análise, onde vou descobrindo meus pontos fracos, minha ignorância.  Encarei o magic loop e agora não é tão desagradável qnto há algum tempo atrás, então resolvi tentar outros tipos de calcanhar.
     Acredite se quizer, eu tenho 3 pares de meias feitas a mão – 2 que eu fiz qndo descobri receitas de meias na internet (e não calçam bem) e 1 que eu ganhei numa troca.  Resolvi, então tricotar um par pra mim: que calce bem, com um tipo de calcanhar que eu ainda não tinha feito antes.IMG_1057     Pra evitar que eu me distraisse com um ponto interessante e não prestasse atenção na construção das meias, fui de barra 2/2 novamente. 
     Montei 16 ptos (de novo: toe-up, magic loop) e aumentei 4 ptos a cada 2 carreiras até ter 56 ptos total.  O calcanhar que eu escolhi é chamado half handkerchief ou V-heel (primeiras duas fotos aqui).
IMG_1058
     Pra fazer esse tipo de calcanhar, primeiro é necessário tricotar uma aba.  Eu já tinha tentado uma técnica semelhante antes, mas o resultado foi desanimador.  Ao tricotar esta meia entendi o porque do fiasco anterior: meus pés são “magrelos” e as abas são calculadas pra pessoas com biótipo diferente.
     Aqui abro um parênteses: entender uma receita e seguir cegamente as instruções são duas coisas completamente diferentes.  Se vc quer meias que calcem perfeitamente, vai ter que entender como elas são construidas e estar disposta a modificar (de montão, desde o número de pontos até as medidas indicadas).  Caso contrário, vc terá meias que são iguaizinhas as da receita que vc está usando, mas que muito provavelmente não calçam bem.
     Quer meias perfeitas tricotadas à mão?  Separe agulhas, lã, uma caderneta, caneta, fita métrica e calculadora e prepare-se pra tirar medidas, anotar detalhes, fazer contas e principalmente, amostras.

     Como eu tinha dito, eu tentei fazer meias com abas antes e não gostei do resultado.  O que eu não mencionei é que nunca tinha tentado com toes-up.  Desta vez deu certinho!IMG_1062     Porque deu certo?  Uma série de motivos levaram a esse resultado: hoje em dia eu entendo melhor a construção de uma peça de tricot e ao invés de deixar a preguiça tomar conta e fazer exatamente o que a receita manda, eu medi meu pé, fiz contas, tricotei e desmanchei até obter o resultado que eu queria.
     Como nas meias pro bonitinho, ainda estou descobrindo algumas coisas, ajustando alguns detalhes.  Na foto abaixo vc vai notar que o calcanhar é diferente – eu fiz diminuições em locais diferentes pra ver qual resultado eu gostava mais.IMG_1063

     Como toda ajuda é bem vinda, aqui vc encontra uma tabela com os números de ptos que precisam ser trabalhados em vários tipos de calcanhar.
     Vou fazer mais algumas experiências (e ganhar meias novas no processo ;) ), tentar a bendita aba em meias tricotadas da perna pra baixo, adicionar ptos mais interessantes etc..

     Uma dica: se vc quer um tipo de calcanhar que sempre dá certo, eu recomendo  short row.  É rápido, fácil e infalível.

Feijoada

Originally uploaded by mawelucky
 
 

 

     Semana passada eu fiz feijoada. O bonitinho gosta etc e tal, mas o verdadeiro motivo foi para obter a água na qual o feijão preto ficou de molho.
     Há quase um mês venho acompanhando uma discussão no Ravelry sobre tingimento com feijão preto. 
     Segui todas as instruções que li, me diverti a beça e agora vou deixar aqui algumas coisas que observei.

     O pessoal no Ravelry usou uma quantidade absurda de feijão.  Como eu sei que corantes obtidos apartir de plantas é menos intenso que os que a gente compra, coloquei 1kg de feijão de molho.  Não sei a quantidade de fibra que o povo vai tingir, mas pras minhas experiências, um kilo foi mais do que suficiente.  Com essa quantidade, obtive mais de 4 litros de líquido.
     Fibras vegetais e artificiais (eu testei com bambu e rayon) absorvem melhor a cor e o resultado é uma cor mais “saturada”.  Eu testei tb com lã superwash (que absorve cores mais rápido que lã comum).  A cor final é mais pálida.
     Uma das coisas que chamou minha atenção é o fato que o líquido do tingimento não fica “limpo” como qndo uso corantes comerciais.
Feijoada     Esta foto mostra melhor as cores que consegui (lilás).  No momento a última metade desta fibra está na roca sendo fiada.
     Outra coisa interessante é que a cor muda de acordo com o ph.  O líquido do molho é escuro, quase preto, com um tom avermelhado qndo se olha contra a luz.  A cor obtida na fibra é azul que varia desde azul cobalto até azul anil claro dependendo da fibra.
     Quando se adiciona ácido ao “molho”, a solução se torna rosa ou vermelha (qnto mais ácido, mais vermelho).  Pra obter o lilás da fibra acima, eu mergulhei numa  solução fraca de ácido cítrico – ficou muito rosa – voltei pro molho e adicionei bicarbonato de sódio.
     Qq dia desses, vou fazer um teste mais científico, dosando os ingredientes, pra descobrir quais as cores que posso obter.

     Uma estória “triste” com final feliz:  há algum tempo atrás eu comprei um pouco de firestar (uma fibra de nylon com brilho).  Nylon tinge da mesma maneira que lã, mas o pacotinho estava de lado já que eu não tenho como cardar as fibras.
     Outro dia resolvi tingir sem cardar, colocando a fibra lado a lado com lã.  Foi outro experimento, pra testar se aquelas pedras de anil servem pra tingir.  Do jeito que eu fiz não deu certo, tive que adicionar corante comercial…
     Não consegui a cor que eu queria, mas a lã feltrou.  Já que as fibras não estavam misturadas, consegui salvar o firestar.  Juntei um pouco de lã branca e deu nisso:
Inverno     Já está disponível na minha lojinha no Etsy.  Recomendo que vc clique na imagem pra ver no tamanho original – o brilho é difícil de capturar em fotos…A lã é laceweight, mas devido ao firestar é mais pesada que as lãs comuns.

     Aproveitei que estava atualizando a loja e postei mais um (na verdade dois) novelo:Primavera     Este é um sockweight, 3 cabos, superwash, próprio pra meias.

     Antes de ir pro Brasil, eu fiz 3 fusos pra dar de presente. Spindle 1 Spindle 2 A coisa foi tão corrida que só tive tempo de entregar um:Spindle 3     Agora é vigiar o blog dela pra ver como a fiação vai indo ;)

     Pra terminar, deixo uma foto de uma lã que fiz por encomenda.  Ela compra a fibra, manda pra mim e eu fio de acordo com a preferência dela (se vc quizer, posso fazer o mesmo pra vc).
encomenda

De volta pra casa


Sabiá – Turdus rufiventris

Originally uploaded by mawelucky

     Já fumo, já vortemos e agora é colocar as coisas em ordem. Vou esperar alguns dias até fazer um update básico na lojinha, pq ainda estou meio passada com a viagem e não deu tempo (ainda) de fazer nada novo.

     Tirei um monte de fotos do alvorecer – pra usar de referência na hora de tingir, mas não consegui nenhuma de por-do-sol…Vou roubar da Solange ;P

     Por falar nela, eu tive o imenso prazer de conheçe-la ao vivo e a cores :D . Tá bom que foi rapidinho, mas valeu cada segundo que passamos juntas. E a moça ainda trouxe pra mim um presentão!

     A viagem foi cansativa, mas muito boa. Deu pra recarregar as pilhas direitinho.   Comprei algumas coisinhas que eu queria tentar pra tingir.  A curiosidade era tanta que tentei ontem mesmo.  Vou centrifugar a fibra daqui há pouco e ver se deu certo.  Agora deixa eu desligar o computador pq ainda tenho muuuuuuuuuuuuuita roupa pra lavar e um monte de pacotes pra embalar – presentes indo pra todo lado.

Férias de verdade!

     Nestes últimos 2 anos tenho viajado muito;  pequenas viagens, 3 dias, 1 semana…O problema é que tinhamos horários fixos, coisas pra fazer, lugares onde deveriamos estar.  Nenhuma delas foi por escolha própria, e sinceramente, pra mim férias significam fazer o que eu quero, qndo eu estou afim.  Então, pela primeira vez em mais de dois anos, estamos indo pra um lugar que eu escolhi, sem gente me olhando feio pq estou menos de 5 minutos atrasada pra chegar.

     Nos próximos dias vou ficar afastada do blog e como os comentários precisam ser aprovados, vão demorar um pouco pra aparecer.
     A lojinha está de “férias” tb.  Se vc precisar me contactar pelo Etsy, vai receber uma resposta padrão (em inglês).  Espero voltar com algumas inspirações e idéias novas, tanto pra cores qnto pra designs.  Mas vc vai ter que esperar um pouquinho, já que vou ter que refazer o estoque.

     Vou tranqüila, sabendo que a Mizia já recebeu a encomenda dela.  Espero voltar relaxada e com as malas cheias ;) .  Inté.

Messenger Bag

Originally uploaded by mawelucky
 

 

     Esta é a sacola antiga que o bonitinho estava usando. Se vc prestar atenção, vai ver que a alça está rompendo.
     Ele vinha me pedindo já há algum tempo pra fazer outra pra ele e qndo eu vi essa receita no Ravelry, não tinha mais desculpa pra não tricotar.

     A bolsa que a K está usando como cama foi feita usando esta receita. Eu fiquei devendo fotos dela, pq assim que secou, o bonitinho começou a usar e cadê que eu pude fotografar…Agora está tão gasta (e foi lavada tantas vezes) que as cordas praticamente sumiram.

     E aqui eu abro um parênteses pra falar um pouco sobre feltragem.
A primeira bolsa feltrada que eu fiz foi a Cabled bag, da revista Interweave Knits. A receita pede pra bordar em ponto atrás (se não me engano) ao redor das cordas pra dar realce.
A prequiçosa aqui simplesmente ignorou as instruções. Devido a uma combinação de sorte, escolha das lãs e uma lavadora de roupas frontal, a feltragem foi apenas suficiente pra dar “corpo” à bolsa.
Qndo fiz a sacola pro bonitinho, confiei que o resultado seria semelhante. O problema é que feltragem é um processo contínuo, quer dizer, cada vez que a gente lava o trabalho, feltra mais um pouquinho. E no caso da sacola, as cordas acabaram desaparecendo.
     Primeira dica: se vc precisar lavar um objeto feltrado, vc tem duas opções:
1. lavar a mão com água fria (como eu expliquei no post sobre blocagem), ou
2.após tirar a peça da máquina de lavar, é preciso re-modelar a peça do mesmo jeito que vc fez na primeira vez.

     Pra modelar uma peça feltrada, vale quase tudo. Qndo eu quero uma forma mais arredondada, eu uso sacolas plásticas – tantas quantas forem necessárias pra estufar bem a peça. Se o seu trabalho não estiver bem “recheado” vai ficar com ondulações na superfície. Qndo eu quero ângulos mais pronunciados, uso caixas de sapatos e pedaços de papelão.
Cable Bag
     Puxe, empurre, arrume o “recheio” até estar na forma que vc deseja e deixe secar.

     Segunda dica:  “Se é lã de carneiro (ou outro animal) vai feltrar.”  Não é bem assim…Por exemplo, lã superwash não feltra (pelo menos nào deve).  Se o fio que vc está usando é uma mistura de fibras, vai depender da percentagem de lã.  Mas o mais importante é que lãs diferentes vão feltrar de forma diferente:
Old Bag, now cat bed   Na foto ao lado vc pode notar que a textura da parte de cima é diferente da parte de baixo.  Foram usadas duas lãs diferentes e deu nisso.  Todas as duas feltraram, mas se vc pode ver na primeira foto deste post que a parte bege não feltrou muito bem, e é provavelmente o motivo pq as alças estão rompendo.

Cabled Bag     Esta bolsa marrom foi feita com 3 fios, dois deles comprados prontos.  O terceiro (e mais escuro) foi fiado por mim.  
     Eu mudei quase tudo na receita, não pq eu não goste do resultado original, mas pq o uso da que fiz é diferente.  A minha versão tem uma aba (o medalhão se repete na parte de trás), dois bolsos internos e um lateral pra carregar uma garrafa. 
     Desta vez eu bordei ao redor das cordas.  Nas fotos é difícil notar, mas ao vivo e a cores, as cordas estão muito mais realçadas que minhas prévias tentativas.  Vamos torcer que com futuras lavagens elas se mantenham.

     No mais, tudo na mesma = na bagunça.  Espero poder dar uma organizada geral nas coisas em umas duas semanas.  Preciso escrever a receita pro Summer Stonington Shawl, terminar de tricotar uma receita nova, publicar a dita cuja e trabalhar um pouco mais numa nova fibra que estou testando.

Blocando Gail

     É incrível o número de vezes que eu tive que blocar este xale, mas já que tinha que fazer de novo, resolvi fazer um PAP sobre o assunto.
     Volta e meia alguém me pergunta como fazer ou me conta que tem um projeto acabado, esperando pra ser blocado.
Gente! Blocar não requer muita prática ou habilidade e falta de material “adequado” não é desculpa.

 

     Tá vendo a trouxinha aí do lado? Esta é Gail sem blocar. Vamos começar do começo pq tem muita gente por aí que não sabe o básico do básico.
     Primeiro vc tem que lavar o bicho. Por mais cuidado que vc tome qndo está tricotando, óleos e sais vão passar da suas mãos pro trabalho (a não ser que vc tricote usando luvas). Então tem que lavar sim. Esses óleos e sais, com o tempo, vão amarelar e danificar seu tricot.
     Com os meus trabalhos em crochet, eu jogo dentro da máquina de lavar e tamos conversados. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto…tricot é outra estória.
     Porquê? Qndo a gente tá fazendo crochet, cada ponto é trabalhado com fio duplo – e é por isso tb que uma peça em crochet nunca será tão etérea qnto uma em tricot, o trabalho é sempre um pouco mais encorpado. No tricot, o fio não dobra sobre si mesmo como no crochet e o resultado final é mais delicado e frágil.

     Então vamo lá, vamos lavar o bicho ( e isso vale pra qq fibra). Em um balde, bacia ou tanque, coloque água fria* e dissolva um sabão suave de sua preferência – eu uso shampoo, pq sabão de coco aqui é difícil de encontrar. Agite a água pra fazer espuma e coloque seu item na água. Evite agitar seu trabalho dentro da água, principalmente se vc usou lã de verdade (assunto pra outro post).
     Deixe o bichinho de molho por no mínimo meia hora (eu costumo deixar de um dia pro outro). Tire seu trabalho da água e esprema (por favor, não torça) o excesso de água e sabão.
     Encha o recepiente (balde, bacia etc..) com água limpa e mergulhe o tricot algumas vezes para tirar o sabão. Repita tantas vezes qntas necessárias.
     Encha o balde ou o que quer que seja com água limpa uma última vez e coloque um pouquinho de amaciante (ou vinagre de maça ou condicionador para cabelos se vc usou uma fibra como seda ou lã**). Mergulhe seu trabalho uma última vez e deixe de molho por alguns minutos.
     Retire a peça, esprema o excesso de água. O ponto ideal pra blocar o trabalho é qndo o trabalho está molhado, mas não pingando água. Vc pode enrolar a peça em uma toalha de banho, fazer um rolo e pisar em cima, ou colocar na máquina de lavar só pra centrifugar.

*água fria não só diminui a possibilidade de sua peça feltrar caso vc esteja usando lã.  Ao usar água fria, vc evita que fios tingidos à mão soltem cor e/ou desbotem.  Fora que seda perde o brilho qndo exposta à água quente ;)
**qndo eu escrevo lã, estou me referindo à fibra, de carneiro, bodes, lhama etc., basicamente cabelo de bicho.

     Agora vem a blocagem.  Uma notinha: eu sou pão-dura, quero dizer, econômica e o preço do material “correto” em lojas especializada é mais do que eu gostaria de pagar.  E quer saber o que mais?  Uma caixa de papelão e alfinetes pra posteres fazem o mesmo trabalho que os materiais “certos”. ;)

     Primeiro, eu estico a peça na forma aproximada que eu quero:
2

Depois eu estico as pontas e coloco os primeiros alfinetes no lugar:
3

     Não se preocupe muito com o qnto vc vai esticar agora, muito provavelmente, ao dar a forma final, vc vai ter que mudar um ou mais alfinetes de lugar.
     Como no exemplo que eu estou usando a forma é triangular e eu quero que um dos lados seja reto, começo a colocar alfinetes nesse lado:
4

     Continue esticando o trabalho e colocando alfinetes.
5

     Não esquenta com as “barrigas” que estão se formando, depois vc vai voltar e colocar mais alfinetes nos espaços.  Vamos dizer, que vc, como eu, não achou um papelão grande o bastante pra acomodar a peça toda.  Faça como eu, dobre pro outro lado e alfinete:
67

     Agora que vc já alfinetou a parte de cima, vamos alfinetar os lados e formar as pontas.  Pro trabalho ficar mais simétrico, vc deve colocar um alfinete de um lado e outro diametralmente oposto ao primeiro:
9

     Vc pode começar de cima pra baixo, de baixo pra cima, ou ir alternando:
8

     Depois de alfinetar todas as pontas, eu resolvi fazer pontas menores entre elas:
10

     Depois de fazer todas as pontas que eu queria, vc deve estar pensando que eu acabei, mas está enganado(a).  Tem mais.  Voltei ao topo do xale e coloquei mais alfinetes entre os já existentes:
11

     Depois disso, dei uma geral no xale pra ver se estava tudo de acordo com meu gosto.  Não estava.  Como vc pode ver nas fotos abaixo, algumas pontas não estavam retinhas como eu queria.  A solução é fácil, mova os alfinetes:
1213

     Se vc prestar atenção na última foto acima, vai notar que eu movi o alfinete bem na pontinha de baixo e o xale não está tão esticado na vertical qnto na primeira foto.
     Depois de colocar todos os alfinetes que vc julga necessários, dê um passo pra trás e observe seu trabalho.  Dependendo da fibra e da sua tensão ao tricotar vc vai conseguir esticar o trabalho um pouquinho mais ao alisar com as mãos.  Vai virar uma brincadeira de escravos de Jó: tira (alfinete), põe (alfinete), deixa ficar…
     Uma última dica, mantenha um desses aí abaixo por perto:
14     Dependendo do clima, vc vai precisar aspergir água durante o processo, pq o trabalho vai secando.     O tempo que vc vai deixar seu projeto alfinetado vai depender da fibra (entre outras coisas), qnto mais tempo vc deixar seu tricot blocando, mais tempo vai durar a blocagem.

Algumas notinhas de rodapé:

   – Independente do tipo de fibra que vc está usando, o processo é o mesmo.  Se vc tiver usado acrílico, depois de alfinetar a peça toda, cubra com uma toalha e passe a ferro.  Vc vai “matar” o acrílico.
   – Toda vez que vc lavar a peça vai precisar blocar de novo (a não ser que seja de acrílico).  Dependendo da fibra, com o tempo o projeto perde a blocagem mesmo sem molhar.  Aproveite a deixa pra lavar o tricot e blocar de novo.  Nenhuma fibra que eu saiba (a não ser acrílico “morto”) mantém a forma depois de lavar – se aconteceu com vc, ou a fibra não foi devidamente saturada com água, ou vc comprou gato por lebre.
   – Se vc está pensando que é muito trabalho, deixa eu dizer duas coisas:
Eu levei muito mais tempo escrevendo este PAP do que blocando Gail,
Tudo na vida dá trabalho, até respirar.  E vamos combinar que é um pecado passar pelo trabalhão todo de tricotar uma peça em renda de tricot pra depois jogar a trouxinha num canto.

Postagens Antigas »