Estou tricotando sem parar desde novembro. A besta aqui aceitou uma encomenda pra tricotar uma peça pra um catálogo na vã ilusão de que iria comprar os presentes de natal pra família.
A encomenda não é uma peça que eu normalmente escolheria pra tricotar, mas, pagando bem, que mal tem, certo? Tinha uns (muitos) erros na receita e outros detalhes que não me apetecem, mas eu tinha tempo de sobra pra tricotar a bendita.
O que eu não sabia, e só fui informada na última hora, era que a sogra decretou que todos os presentes tinham que ser feitos por nós, já que ela está dura. >:(
(Eu não tenho problema com idéias de última hora e geralmente consigo me virar bem, mas vamos combinar que avisar meia hora antes e depois amarrar bico pq eu estou menos de meia hora atrasada é um pouco demais, né?)
Voltando ao causo. Eu larguei a encomenda (afinal tinha mais de um mês pra terminar) e toca tricotar. Eu já postei sobre todos os projetos de natal, mas ficou faltando falar sobre o casaco que fiz pra mim.
P.S.: a encomenda? Finalmente acabei, mas tá atrasada…
Vamos ao que interessa, Heroine – um casaco feltrado. Qndo publicaram a receita eu fiquei encantada com a gola, mas feltrado?! Sei não. Vai que a feltragem não dá certo. Vixe! Precisa de quantos novelos? É muita lã, fica caro, vai levar a vida toda pra tricotar…
Passada a fase de negação, resolvi que ainda gostava do casaco e queria fazer um pra mim. Comprei a receita e as lãs no mesmo dia. Enquanto esperava a entrega dos novelos, li e reli a receita, fiz alguns cálculos, anotei as modificações que queria fazer e esperei.
Uma semana depois, recebi a lã e tricotei e feltrei a amostra. Próximo passo, tingir a lã. Dois dias depois comecei a tricotar.
Apesar de a receita usar uma quantidade imensa de novelos, o casaco vai rápido pq é tricotado com agulhas grandes.
Tricotar esse casaco foi uma experiência muito interessante que pretendo repetir (estou fiando uns novelos pra fazer isso desde o ano passado). Gente o treim é punk. Conforme eu fui tricotando o medo de que o casaco ia ficar enorme foi crescendo. Várias vezes pensei em desmanchar, mas sabia que se não terminasse eu ficaria na dúvida pra sempre.
Tive que parar qndo tinha tricotado metade de uma manga, com a outra ainda por fazer e o resto do corpo. Uma das lãs que eu estava usando acabou. Mesmo com entrega rápida, não pude continuar pq tinha que tricotar os presentes de natal.
Passado o furacão de presentes, voltei ao casaco e daí pra frente foi bem rápido. Qndo terminei de tricotar o bicho era tão grande que não servia nem pro bonitinho…Com pernas bambas, coloquei o casaco dentro da máquina e resolvi que se desse errado, os gatos iriam ganhar uma cama super especial.
Qndo retirei o casaco da máquina, fiquei surpresa em ver que tinha dado certo – fora o fato que ficou mais curto do que eu queria. O tecido formado pela feltragem protege bem do frio e do vento, sem ser muito volumoso (como os outros casacos de inverno que eu tenho). Acredito que um dos motivos que causaram as lãs a feltrarem tão bem é o fato que as agulhas são grossas – criando mais espaço pros fios esfregarem.
O casaco é tricotado em ponto meia e encolheu uma barbaridade, principalmente no comprimento (pra vc ter uma idéia, antes de feltrar a barra estava no meio da minha perna; depois, logo abaixo do quadril).
Chovê que mais…Ah! Qndo terminei de tricotar Luiza, resolvi blocar sobre uma caixa de papelão, pq o espaço no chão está pequeno e a gente estava usando a mesa na copa pra embrulhar os presentes. Adorei a idéia pq não preciso mais ficar engatinhando ao redor da peça pra colocar alfinetes e posso mover a caixa com a peça alfinetada.
Mesmo tendo que embrulhar o xale ao redor da caixa, não ficam marcas depois que a peça está seca. Não preciso mais ficar empurrando gatos pra fora da área de blocagem, nada de chamar atenção pq eles resolveram brincar com os alfinetes e/ou andar sobre a peça sendo blocada e os joelhos e costas agradecem.
Pra terminar, uma foto do novelo que eu comprei (da Fleegle), pq depois de tricotar tanta coisa em tão pouco tempo eu merecia um presentinho.
E agora, me dê licensa que eu vou tricotar alguma coisa de bom gosto, com uma receita decente e que faça sentido, que estimule meus neurônios.












































